segunda-feira, 5 de julho de 2010

Participantes do Cecam fazem exercício de campo

Texto: Larissa Zimmermann
Fotos: Fernanda Alonso

Após dois dias de palestras, chegou a vez dos exercícios de campo. Às 7h, os participantes do Curso de Extensão de Correspondente de Assuntos Militares (Cecam) e os oficias da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme) seguiram para a cidade de Rio Novo, em um ônibus fretado. Desceram na rodovia MG-126, após 45 minutos de viagem, e foram recebidos pelos soldados e pela Polícia Militar, que mantinham a segurança. O grupo se dividiu em dois caminhões do exército para concluir mais um trecho da viagem. “Sacode muito e levanta muita poeira”, diz a estagiária Laura Souza (CES) . A aventura estava apenas começando.



Chegada em Rio Novo.



Estudantes se acomodam no caminhão do Exército
para serem levados ao Ponto de Observação.

O próximo passo foi subir, a pé, um pasto com cerca de 750 metros. Todos estavam preparados com tênis e roupas confortáveis. Chegando ao local desejado, foram passadas as primeiras instruções do exercício de campo, uma entrevista com os alunos da Eceme. Uma situação hipotética de guerra foi elaborada. Em resumo: O exército do país Vermelho, por interesses econômicos, resolveu invadir o país Verde. Este, por sua vez, não tem exército e recebeu a ajuda do país Azul.



Caminhada pelo morro que leva à área de exercícios.

A partir desta ideia, vários questionamentos sugiram e os estagiários e profissionais de comunicação foram divididos em grupos que entrevistaram os alunos da Eceme que, no caso, eram do exército Azul. Os oficiais-alunos estavam passando por um teste para ver como cada um responde à imprensa, se ficam nervosos, se dominam o assunto. Segundo o major Correia de Castro, é preciso manter a calma e responder de forma clara, no entanto, sempre há o nervosismo. “A gente nunca sabe o que vem pela frente.”

A primeira jornada do dia terminou após o almoço, às 13h. Difícil mesmo, foi descer a íngreme ladeira para ir embora.


O Dia D da entrevista

Texto: Rafael Pontes
Fotos: Fernanda Alonso


Nesta segunda-feira (05), os alunos do Cecam 2010 colocaram em prática suas habilidades profissionais e fizeram diversas entrevistas coletivas com os militares da Escola de Comando e Estado Maior do Exército (Eceme). Majores, tenentes-coronéis e coronéis foram abordados a respeito de uma hipotética situação de guerra, revelando como a Força Militar deve trabalhar de forma eficiente num caso de conflito armado.

Pela manhã, os participantes foram até um ponto de observação militar em Rio Novo (MG) para a simulação de entrevistas em campo. Além de oficiais brasileiros, havia representantes dos exércitos norte-americano, português, chilen
o, equatoriano, guatemalteco, peruano, paraguaio e argentino. Todos acabaram cercados pelos estudantes que os bombardearam de perguntas. Em seguida, divididos em grupos, os alunos fizeram uma rápida entrevista com os militares brasileiros.

À noite, foi realizada uma entrevista coletiva com os oficiais da Eceme, no Hotel Ritz, em Juiz de Fora. Acompanhados por um assessor de imprensa, os militares entrevistados falaram sobre as estratégias da guerra fictícia e revelaram diversas formas de agir durante o conflito e deram e
xplicações sobre assuntos polêmicos, como os danos ao meio ambiente e a homossexualidade nas Forças Armadas.


Oficiais-alunos da Eceme (esquerda) e de nações amigas (direita)
se preparam para o contato com os futuros jornalistas.


Estagiários do Cecam põem a mão na massa

Texto e Fotos: Fernanda Alonso



Os oficiais responsáveis pelo Cecam 2010 propuseram aos universitários a realização de uma cobertura jornalística do curso. Cada instituição de ensino deverá elaborar um produto de mídia para dar conta de registrar tudo o que irá acontecer durante o estágio.

Os trabalhos estão a todo vapor. Todos os grupos estão se mobilizando para executar suas tarefas. O CES/JF irá desenvolver um blog. A professora Christiane Milagres se reuniu com os alunos da instituição e com a jornalista do Sistema Regional de Comunicação Larissa Zimmerman para planejar a divisão das equipes. A intenção é que as matérias sejam postadas no mesmo dia em que forem produzidas.

Já a equipe da Faculdade Estácio de Sá irá elaborar um informativo impresso, com ênfase nas entrevistas coletivas com os oficiais-alunos da Eceme, que acontecerão segunda-feira, à noite (05). “Levaremos gravador e câmera para todos nós cobrirmos e executarmos o trabalho proposto”, relatou a estudante Thaís Mendes.

A Unipac, que ficou responsável pela produção de um vídeo, começará seus trabalhos também na segunda-feira (05), na ida para a Base de Apoio Administrativo em Rio Novo, na parte da manhã. Segundo a aluna Tâmara Fávero, o grupo, sob a orientação da professora Marina Magalhães, fará um documentário sobre a prática de entrevista em campo e as instruções militares.


Os estudantes da UFJF criarão um jornal impresso e pensam em dividir-se para cumprirem funções específicas. “Cada um vai elaborar uma matéria. Teremos um editor, um diagramador e um designer. Mas, ainda vamos fazer um levantamento das pessoas para cada grupo”, disseram os universitários Cristiney Costa e Laís Mendonça.

Os oficiais coordenadores do curso, TC Lajoia e TC Tebicherane, mostram-se satisfeitos com a participação e interesse dos estagiários. “As pessoas estão motivadas, com predisposição de estarem aqui,” afirma o TC Lajoia.

O Cecam ainda reserva muitas experiências, por isso não deixe de acompanhar o andamento dessas atividades pelas mídias desenvolvidas.




Estudantes levam à sério a cobertura das atividades.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Leis de guerra são discutidas no Cecam

Texto: Cláudia Castilho
Fotos: Vanessa Rodrigues

A programação do segundo dia do Cecam (02) ficou restrita à parte da manhã por conta do jogo da seleção brasileira na Copa 2010. O tenente-coronel Tebicherane ministrou uma palestra com o tema: “O Direito Internacional dos Conflitos Armados: o correspondente de assuntos militares e as leis da guerra”.

O oficial começou fazendo um histórico das guerras e suas leis. Explicou as particularidades das gerações de conflitos, seus níveis de condição e os tipos de crimes. A diferença entre Direito Internacional Humanitário (Dica) e Direitos Humanos foi também esclarecida para os participantes.



Estagiários tomam conhecimento de seus direitos
durante um conflito armado.


O palestrante apresentou, ainda, um gráfico que mostrava o número de jornalistas mortos em conflitos armados no período de 2003 a 2009. Todos se assustaram com os dados. O tenente-coronel Tebicherane disse que se um jornalista deseja cobrir um conflito armado, em primeiro lugar, deve procurar se proteger para preservar sua vida. Ele alerta que se um repórter incorporado - aquele que tem autorização para acompanhar o Exército de um determinado país - utilizar qualquer arma perde seus direitos de civil e poderá ser considerado um combatente. Por isso, é mais apropriado não arriscar.

Segundo Tebicherane, são positivas as expectativas com relação à paz mundial.Pois, acredita-se que, com a evolução da tecnologia, a tendência é diminuir tanto a quantidade de conflitos armados quanto de mortes.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Cotidiano do Exército na Amazônia é marcado por desafios

Texto: Ana Carolina Dangelo
Foto: Jorge Júnior

O tenente-coronel Tebicherane realizou nesta quinta-feira (01), no Comando da 4ª Brigada de Infantaria Motorizada de Juiz de Fora, a conferência sobre as dificuldades encontradas pelas missões de proteção à Amazônia e as atividades desenvolvidas pelo Exército na região.

Embora o Exército constate problemas como os desmatamentos, a entrada e saída clandestina de estrangeiros e até o roubo de riquezas naturais, muitas vezes os soldados são impedidos de combater esses crimes por conta da legislação nacional, que proíbe a ação militar em território indígena. Como estas atividades ilegais ocorrem, em sua maioria, em terras que pertencem aos índios, empresas nacionais e estrangeiras conseguem explorá-las por meio de um pagamento insignificante aos chefes das tribos.

Mas, os militares prestam serviços de primeira necessidade às comunidades do Norte do país. Dedicam-se, especialmente, à doação de alimentos às populações de áreas isoladas, ao atendimento médico e à alfabetização, fazendo com que milhares de pessoas tenham esperança e fé de que suas vidas mudem para melhor.



O tenente-coronel Tebicherane fala sobre a campanha de divulgação
da Amazônia feita pelo Exército : "Só se ama o que se conhece".



Amazônia, o pote de ouro brasileiro

Texto : Benjamim Gonçalves
Foto
: Vanessa Rodrigues

As palestras do primeiro dia do CECAM foram divididas entre os assuntos: Exército brasileiro, ONU, política de defesa nacional, mídia e guerra e a questão amazônica. Os oficiais Lajoia, Tebicherane e Carrilho, se revezaram como ministrantes, interagindo com os espectadores.

O momento de maior expressão, devido grande visibilidade, aconteceu na segunda parte do encontro. Um slide comparava a energia gasta à noite no mundo. Com intensidade muito maior que os demais, Estados Unidos e Europa se destacavam como principais utilizadores dos recursos naturais para fins energéticos.

Surgiu então o questionamento: Seria justo compartilharmos as riquezas amazônicas com esses países? Uma vez que eles gastam recursos sem nos beneficiar, porque deveríamos ceder uma terra que por direito é nossa? Aliás, qual seria o resultado da ‘universalização’ desse território? Área de preservação é bem provável que não, talvez um sustentáculo para o grande consumo dos países do eixo norte.

A Amazônia ocupa 61% do território nacional (cabendo em sua extensão 13 países europeus), tem 1/5 de toda a água doce do mundo, e é considerado um santuário da biodiversidade mundial. Para grande parte da população brasileira, seus problemas giram em torno da exploração ilegal dos recursos naturais como urânio, mogno, ouro, diamante, etc. Mas muitas outras coisas estão envoltas nesse tema que promete protagonizar acaloradas discussões num futuro próximo.

Genericamente podemos destacar dois pontos delicados: A dificuldade em ocupar sua totalidade (basicamente vivem 480 mil índios num território do tamanho de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, juntos) e sua proteção, já que faz fronteira com 8 países e o contingente de militares para defesa é muito inferior ao que seria necessário.

Além disso, outros problemas surgem como complicadores para o caso, como o envolvimento de chefes tribais com representantes estrangeiros (suborno, influência), a presença das ONGs que podem representar interesses terceiros na região (aumentaram de 22 mil para 260 mil em 4 anos), entre outros pontos de ameaça à soberania do Estado na região.

Pelo que foi percebido, estamos dando muito pouca importância a este lugar que pode ser um ponto chave para o crescimento econômico do país, em que, atualmente, as políticas públicas não alcançam um patamar condizente com a grandiosidade do objeto em questão.



Estagiários se interessam pela situação da Amazônia.



Cecam investe em parceria entre instituições de ensino superior de JF e Exército

Texto: Drieli Coutinho
Foto: Vanessa Rodrigues

O Curso de Extensão de Correspondente de Assuntos Militares (Cecam) surgiu da necessidade de integração de dois públicos: o primeiro constituído por estudantes de jornalismo e o segundo formado por oficiais-alunos da Eceme, que serão assessores de alto nível e comandantes de Organizações Militares do Exército brasileiro.

As atividades destes profissionais são complementares, porque se o jornalista tem nas Forças Armadas sua principal fonte oficial para a cobertura de assuntos militares, estas, por sua vez, necessitam repassar à sociedade informações sobre suas ações.

O estágio visa proporcionar aos universitários conhecimentos específicos a respeito da atuação do Exército brasileiro. Para isso, serão realizadas conferências sobre temas relacionados ao universo militar. Os estudantes também participarão de instruções militares, para que tenham uma noção básica de como se protegerem em situações de conflitos armados.

Além disso, acontecerá um mídia training. Com base em uma situação fictícia de guerra, previamente definida, os universitários irão desenvolver uma série de entrevistas com os alunos-oficiais da Eceme, que estarão em Juiz de Fora, a partir de sábado (03), para um Exercício no Terreno de Operações Defensivas. Será uma chance, para ambos, de colocarem em prática tudo o que aprenderam na academia.



Universitários posam para foto com os oficiais da Eceme

que ministraram palestras no primeiro dia do Cecam: Tebicherane, Carrilho e Lajoia.
(Da esquerda para a direita)